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quarta-feira, 7 de agosto de 2013

7 Nomes de Deus no Salmo 23



7 Nomes de Deus no Salmo 23

O senhor é o Deus que fez uma aliança com Israel. Os nomes compostos de Deus no AT refletem o conteúdo deste Salmo.
"Nada me faltará" -Adonay Yiré- "O Senhor que vê e provê" (Gn 22.14).
"Águas de descanso" -Adonay Shamom- "O Senhor é Paz"(Jz. 6.24).
"Refrigera-me a alma" -Adonay Rafá- "O Senhor que te cura" (Ex15.26).
"Veredas da justiça" -Adonay Tsidkenu- "Senhor, Nossa Justiça"(Jr 33.16).
"Tu estás comigo" -Adonay Shamá- "O Senhor está Ali"(Ez 48.35). 
"Na presença dos meus adversários" -Adonay Nissi- "O Senhor é a minha bandeira" (Ex 17.15).
"Unge a minha cabeça" -Adonay Mekadesh- "O Senhor que me santifica" (Lv 20.8).
"Nele, que é o nosso -Roy- (Pastor).

domingo, 17 de junho de 2012

HISTÓRIA DA FUNDADORA DA IGREJA DO EVANGELHO QUADRANGULAR

Aimée Semple McPherson nasceu em Ingersoll, Ontário, Canadá, aos 9 de outubro de 1890, como Aimée Elizabeth Kennedy e é a fundadora da denominação evangélica The Foursquare Church (Igreja do Evangelho Quadrangular).
Conversão
Uma noite ela foi para seu quarto, determinada a achar uma solução para suas dúvidas. Sem acender a lamparina, ajoelhou-se em frente à janela aberta, onde contemplava a paisagem branca toda coberta de neve e pensou: “Certamente deve existir um grande Criador que fez tudo isso”. De repente, ergueu os braços para o céu e clamou: “Ó, Deus, se é que há um Deus, revele-se a mim”. Aimée acreditava que o Pai Celestial responde as orações de todos os que estão em desespero. Pelo menos, respondeu sua oração antes da meia-noite seguinte.
Depois das aulas, ela saiu andando pela rua com seu pai e notou um aviso no salão de Missões, que dizia: “Reunião de Avivamento com Robert Semple, evangelista irlandês. Todos são bem vindos”. O pai de Aimée sugeriu que entrassem, e ela aceitou sem discutir, pois notícias desse reavivamento haviam chegado ao seu conhecimento e a curiosidade a impulsionava a estar ali. Tudo era interessante, os cânticos animados, todos cantando e levantando as mãos.
A seriedade tomou conta do semblante de Aimée ao ver o evangelista entrar com a Bíblia debaixo do braço, sua mensagem borbulhava com um humor claro e sadio. “Leiamos Atos 2:38-39”, disse Robert. “Arrependei-vos e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados e recebereis o Dom do Espírito Santo”. Aimée jamais ouvira um sermão desses, e o sermão de Robert dividiu o mundo dela em dois. Então, o pregador passou a falar do Espírito Santo e, de repente, a falar numa língua desconhecida. Mas Aimée entendia perfeitamente o que Deus estava dizendo: “Você é uma pecadora, perdida, miserável, merecedora do inferno!”. Aquela noite mudou a vida de Aimée. Jamais alguém disse tamanha verdade a ela. Uma convicção genuína a envolveu e ela sabia que havia um Deus e que ela era uma pecadora.
Aimée tentou fugir, procurando se distrair das palavras do evangelista nas danças e músicas de jazz por três dias. Mas numa tarde de dezembro de 1907, no caminho de volta para casa, Aimée não conseguiu resistir. “Deus, tenha misericórdia de mim, uma pecadora”, então, tudo mudou, uma grande paz invadiu a sua alma e sentia a presença de Deus ali pertinho quando chegou em casa. “Naquele momento, levantei a tampa do fogão e queimei minhas sapatilhas de dança, minhas partituras de jazz e meus romances. Meu pai quis saber o que estava acontecendo, então eu expliquei: Converti-me e não preciso mais dessas coisas!”.
Busca pelo Espírito Santo
Daí por diante, Aimée passou a buscar a presença de Deus. Não perdia tempo para orar e ler a Bíblia. Diz Aimée que, quando orava, falava com Cristo, e quando lia a Bíblia, Ele falava com ela. No entanto, chegou o dia que esta serenidade foi abalada ao analisar: O Senhor dá tudo e eu só recebo. O egoísmo é um traço de caráter abominável. Senhor, que posso fazer em troca? Aimée busca resposta na Bíblia “… o que ganha almas é sábio e… resplandecerá como as estrelas sempre e eternamente”. É como se uma voz poderosa falasse em tom de clarim: “Agora que você foi salva, vá, ajude a salvar os outros”.
Orando de joelhos, Aimée, em sua imaginação, viu um grande rio, veloz e impetuoso, tragando milhares de pessoas em sua correnteza e levando-os à morte. Então, disse: “da mesma forma como eu fui resgatada, deveria estender minhas mãos para todos quantos pudesse alcançar, a fim de trazê-los para um terreno seguro. Estaria disposta a cruzar o continente de joelhos só para resgatar um pobre pecador. Mas, como posso fazer isso? Eu, que sou filha de fazendeiro e moro a quilômetros da cidade? Como posso almejar ganhar almas um dia? Além disso, só os homens têm permissão para pregar”.
Muitas indagações surgiram na mente de Aimée sobre o ministério da mulher. Tentou encontrar resposta com sua mãe para muitas delas. No entanto, foi na Bíblia que ela descobriu que Débora, uma mulher, havia comandado esplêndidos exércitos. A mulher, junto ao poço, pregou o primeiro sermão de salvação e levou uma cidade inteira a Cristo. E em meio a tanto desejo de pregar a Palavra de Deus, Aimée não desistia de quem a pudesse ajudar e, numa noite, quando voltou para casa, encontrou sua mãe examinando a Bíblia para responder suas perguntas. “Minha querida, descobri que os dons de Deus jamais foram cancelados. A promessa é para todos quantos o Senhor nosso Deus chamar”. Assim, Aimeé pensou na passagem bíblica: “Nos últimos dias o Espírito Santo será derramado sobre toda carne, vossos filhos e filhas profetizarão… … Então, eu também buscarei a plenitude do Espírito”.
Certa noite, enquanto Aimée estava na casa de um vizinho com duas crianças que tinham apanhado febre tifóide, a porta se abriu e Robert Semple, o evangelista, surgiu diante dela. Um impulso de alegria a envolveu. Robert havia chegado de Stratford e, sabendo que as crianças estavam doentes, foi até lá em visita. Naquela noite as crianças tiveram os dois como enfermeiros. Aimée e Robert conversaram por algum tempo a respeito das cartas que trocavam, do batismo com o Espírito Santo que ela havia recebido, e do grande desejo que ela tinha de ser ganhadora de almas. Ao olhar os livros espalhados sobre a mesa Robert, deparou-se com o de geografia e ele, folheando as páginas, abriu no mapa do Oriente, dizendo: “A China será o meu desafio, meu destino e meu alvo”. Aimée suspirou. “Gostaria de dedicar a minha vida a uma causa como esta”. E foi justamente sobre isso que Robert desejava falar com ela. A voz do homem que a ganhara para Cristo atravessara sua fantasia. “Sei que tem apenas 17 anos, mas eu a amo de todo o coração. Já que vai completar 18 em breve, quer se casar comigo e ir para a China?” Aimée ficou olhando estarrecida para ele. O rosto honesto não conseguia falar, mas um desejo irreprimível de ajudá-lo nasceu em seu coração. Ela sabia que o amava profundamente, amava seu ministério, seu Cristo, seu ensino, sua mensagem. Não foi preciso responder imediatamente.
Aimée logo aceitou Robert, que falou com seus pais, pedindo consentimento. De maneira simples e franca tiveram sua bênção e em 22 de agosto de 1908 se casaram. Segundo Aimée, ele foi o seu Seminário Teológico, seu mentor espiritual, seu marido terno, paciente e dedicado. Para ajudar no salário como evangelista, Robert trabalhou numa fábrica de caldeiras. Os dias melhoraram e ele foi chamado para Londres, Ontário e Chicago. Ele trabalhava incansavelmente para Deus e Aimée fazia as tarefas menores, cuidava da casa, tocava piano e orava com os convertidos. “Vamos para a China em seis semanas”, anunciou Robert certa noite. A situação preocupara a jovem esposa, que se via partida, sem a tutela de uma organização missionária, sem dinheiro, sem nada. Apenas a fé e a confiança que Robert tinha no Senhor.
Ao pregarem numa igreja de italianos, ao se despedirem foram surpreendidos com ofertas em dinheiro, cheques, ouro etc. Quando chegaram em casa, a soma deu para as passagens e um pouco mais. Durante uma viagem para a Irlanda, logo antes de irem para a missão na China, Aimée conta ao marido que está grávida. Após passarem na Inglaterra, onde Aimée fez sua primeira pregação para 15 mil pessoas, numa igreja de um milionário conhecido de Robert. A oferta do dia foi oferecida ao casal para a missão na China. Lá chegando, ficaram algum tempo num importante trabalho e foram treinados para tarefas específicas. O povo era místico, o sol escaldante e a língua difícil, além dos camundongos e dos rituais.
Em determinado momento, os dois contraíram malária tropical. Apesar de ainda doente, Aimée se preocupava com o marido que estava no hospital e queria manter-se informada sobre ele. Aimée se mantinha acordada, vigiando sobre a cama de Robert. Em vigília no hospital, a enfermeira caminhou na direção de Aimée. “Levante-se depressa, ponha o robe e os chinelos”. Tremendo como uma folha de papel, Aimée sentia que Robert estava morrendo, e gritava, de algum modo sabendo que gritaria. Nesse mesmo momento, os braços fortes do Senhor a envolveram e ela sussurrou com os lábios endurecidos: “O Senhor o deu para mim e da mesma forma o tomou. Bendito seja o nome do Senhor”.
Início do Ministério
Na primeira campanha em Mount Forest, em 1915, Harold McPherson mandou um telegrama para Aimée pedindo que ela voltasse para casa, mas ela não aceitou. Ele, então, veio ao seu encontro e, ouvindo uma de suas pregações, reconheceu o chamado de Deus na vida dela, estimulando-a a continuar.
Tempos depois, decidindo voltar para a América, o navio com Aimée foi deixando a linha costeira da China, levando ela e sua filha com apenas 13 semanas. Ela pensava que agora teria que decidir tudo sozinha, procurar bons amigos de Robert, buscar uma orientação para sua nova vida. Fez, então, sua primeira viagem transcontinental em 1918, atravessando o continente em seu carro que portava duas frases: “Carro do Evangelho” e “Jesus voltará, prepare-se”. Estava acompanhada pelo casal de filhos, sua mãe e uma secretaria. Entre 1918 e 1923 realizou 38 campanhas, em 1922 o seu ministério tornou-se internacional por conta de uma campanha realizada na Austrália.


Inaugurado o Templo Sede 
Internacional Angelus Temple

Neste mesmo ano, na Califórnia, quando pregava sobre a visão de Ezequiel 1:1-8, Aimée foi inspirada a denominar o seu ministério de “Quadrangular”. No dia 1 de janeiro de 1923, foi inaugurado o templo sede internacional Angelus Temple, com capacidade para 5 mil pessoas. Aimée dirigia 21 cultos por semana. Nos primeiros meses, 7 mil pessoas se converteram a Jesus. Trinta e três dias depois, foi inaugurado o Instituto de Treinamento Evangelístico e Missionário e uma sala de oração, consagrada e tendo como base o versículo “orai sem cessar”. Em 6 de fevereiro de 1924 consagrou a primeira rádio pertencente a uma igreja nos Estados Unidos e a terceira emissora em Los Angeles, a KFSG. Aimée também foi autora de vários livros, 105 hinos e 13 operas sacras.
Dificuldades Pessoais e Ministeriais
Com a morte de Robert Semple, Aimée começou passar por dificuldades financeiras e também necessitou dedicar mais tempo à filha, pois estava com a saúde fragilizada. Seus problemas pessoais cada dia mais dificultavam sua vida ministerial e em meio a tantas dificuldades pessoais e ministeriais, Aimée aceitou casar-se com Harold McPherson. Seria a oportunidade de reconstruir um lar seguro para ela e para sua filha, e também de desenvolver o seu ministério com mais tranqüilidade.
Durante algum tempo, Harold passou por dificuldades financeiras. Foi quando Aimée começou a arrecadar ofertas para o Exercito de Salvação e, com isso, conseguiu ajudar nas despesas da casa. Nesse período, ela engravidou, e quando o filho Rolf McPherson nasceu teve que parar de trabalhar. Começou a dedicar-se aos filhos e à rotina do lar, porém, não estava feliz, porque o intenso chamado de Deus e o dever com a família, a fizeram cair num estado de depressão, adoecendo gravemente e sendo hospitalizada. Aimée pedia a cura para Deus, mas a cada pedido ouvia o Senhor dizendo: “Tu irás? Pregarás a palavra?”. Mas somente depois de um ataque repentino de apendicite, que a levou a 5 cirurgias num mesmo dia, ela ouviu a voz do Senhor: “Agora tu irás?”; e quase sem forças, Aimée respondeu: “Sim, Senhor, eu irei”.
Em 15 dias, Aimée estava totalmente recuperada, mas não se sentindo forte a ponto de entrar em discussão com seu marido e sogra quanto ao seu chamado, resolveu deixar Harold e partir com os filhos, voltando para o ponto de origem: o Canadá. Era, 1915, quando Aimée encontrou total apoio dos pais, que se ofereceram para cuidar de seus filhos. Aimée participou de um encontro Pentecostal em Ontário, onde teve um novo encontro com Deus, iniciando o seu ministério no Canadá. Embora, na época, ser raro uma pregadora na obra de Deus, Ela foi respeitada e aceita pelos sinais que Deus operava por meio de sua vida.
Sequestro
Durante um passeio na praia, Aimée foi abordada por uma senhora que chorava muito e pedia para que ela fosse orar por sua filha que estava morrendo no carro. Chegando ao veículo, percebeu que era uma cilada e foi sequestrada.
No cativeiro, Aimée indagou aos sequestradores sobre o motivo do seu crime. Eles disseram que pediriam um resgate e ficariam com o Templo. Ela, então, ficou presa por quase um mês em uma casa, e depois levada para uma cabana primitiva durante dois ou três dias. Certo momento, quando se viu sozinha, fugiu pela janela e seguiu para o deserto, onde andou o dia inteiro e enfrentou muitos perigos.
Já era madrugada quando avistou uma casa e foi pedir ajuda. O senhor Gonçales chamou a policia do Arizona para registrar o sequestro e avisar a mãe de Aimée. A polícia a encaminhou para o hospital. Todos no Templo, quando souberam da noticia, ficaram muito felizes com a volta da irmã McPherson. Nesta época, ela foi bastante perseguida pelos jornalistas e autoridades, que não acreditavam na sua história. Então, depois de um tempo, passaram a acrescentar detalhes mais picantes, como a insinuação de que o sequestro fosse uma desculpa para encontros amorosos, a fim de denegrir sua imagem de evangelista. Chegaram a inventar até mesmo um aborto. Mais uma vez, Deus esteve com Aimée, e nada foi provado. Desta forma, o inquérito foi arquivado por falta de provas.
De Volta ao Ministério
Aimée voltou às suas viagens evangelísticas, e numa delas, na cidade de Baltirmore, os jornais a haviam divulgado como “Mulher Milagrosa”. Por conta deste anúncio, o teatro ficou repleto de paralíticos e doentes, e Aimée foi orar ao Senhor, pois sabia que não tinha o poder para curá-los. E Senhor respondeu: “quem tem o poder de curar e salvar sou Eu, mas você será um instrumento em minhas mãos”. Naquela noite muitos milagres aconteceram. Durante as viagens evangelísticas, sua mãe cuidava com eficiência do templo em Los Angeles, mas com a morte da mãe, Aimée voltou a assumi-lo, passando a ter um grande desgaste físico e mental. Acabou por adoecer gravemente e deixar seu filho Rolf assumir a liderança.
O Último Casamento e a Morte
Após os casamentos de seus filhos, Aimée sentiu-se sozinha. Foi quando conheceu o cantor David Hutton e apaixonou-se. Casou-se com ele e mais uma vez foi enganada pelos seus sentimentos, logo descobriu que ele não a amava, somente a usou para obter sucesso em sua carreira, e divorciaram-se. Na noite de 26 de setembro de 1944, Aimée pregou o seu último sermão perante uma multidão na Califórnia. Esta foi a mesma cidade em que 22 anos antes ela recebera a visão do Evangelho Quadrangular. O ministério de Aimée terminou tão incansável quanto havia começado. Quando seu filho Rolf a encontrou na manhã seguinte, soube que o desejo da mãe havia se concretizado: Aimée havia partido para junto do Senhor.
Conclusão
Ao olhar para a vida de Aimée Semple McPherson, podemos ver que quando Deus inicia uma obra Ele é fiel e justo para terminá-la. Vemos que desde a adolescência o chamado de Deus para ela era algo forte e que a impulsionava em busca da verdade. Em sua caminhada, foi caluniada, enganada e perseguida, chegando quase até a morte, mas Deus a resgatou. Aimée venceu a morte, venceu necessidades humanas, os seus esforços contribuíram para que Deus agisse de forma maravilhosa no seu ministério. Por ser mulher, pagou um preço mais alto. Enquanto o mundo a criticava, Deus a purificava e a usava com poder e glória. Seu amor pelas almas era maior que as dificuldades que ela encontrava pelo caminho. Sua vida foi dedicada quase que completamente ao ministério, sua prioridade era levar a salvação, a cura e a restauração por meio do nome de Jesus Cristo. Que sua vida e ministério nos sirvam de exemplo e que possamos igualmente obedecer ao chamado de Deus. Hoje podemos enxergá-la com orgulho e aproveitar da maravilhosa herança que ela nos deixou: o ministério Quadrangular, que sobrevive até hoje.
Atualmente, a Igreja do Evangelho Quadrangular já está presente em 146 países ao redor do mundo. Sua sede mundial está localizada em Los Angeles, Califórnia (EUA), mas a igreja funciona de forma autônoma em cada país.
DE 1944 ATÉ HOJE
Quando Aimée Semple Mcpherson concluiu seu ministério em 1944, a responsabilidade pela liderança do movimento Quadrangular e da Cruzada Internacional de Evangelização estava sobre seu único filho, Rolf K. Mcpherson. Com isso, ele serviu como presidente do corpo diretivo por 44 anos. Porém, a mudança da liderança da igreja não desacelerou o progresso da denominação. Por volta de 1949, o número de igrejas abertas aumentou de 355 para 521, e mais 2 estados foram somados ao mapa de expansão: de 33 para 35. Hoje, já existem igrejas Quadrangulares em todos os Estados norteamericanos, além de outras tantas espalhadas por cerca de 146 países.
Em 1948, a IEQ se juntou às denominações Assembléia de Deus, Igreja de Deus, Igreja Modelo Bíblia Aberta e Igreja da Santidade Pentecostal, a fim de formar a Pentecostal Fellowship of North America (Irmandade Pentecostal da América do Norte). O propósito da PFNA era promover uma ação de unidade interdenominacional dentro da América do Norte. Em 1994, a PFNA foi reorganizada e passou a se chamar Pentecostal Charismatic Churches of North America (Igrejas Pentecostais Carismáticas da América do Norte), a fim de estimular uma maior inclusão e diversidade. Desde então, a IEQ continua parceira do grande corpo de Cristo, para alcançar comunidades e o mundo, ecoando as palavras descritas na pedra angular do Angelus Temple, que dedica seus membros ao evangelismo universal interdenominacional.
Entre 1958 e 1971, o nível de crescimento da IEQ diminuiu. Nesse período, entretanto, as raízes da igreja foram aprofundadas e os templos foram realocados e aperfeiçoados, o que permitiu maior aproveitamento de recursos. Além disso, na mesma época, foram estabelecidas pela IEQ algumas regras ligadas à aceitação de movimentos carismáticos, que contribuíram para uma fase de estímulo e novo crescimento.
Em 1974 vários pastores começaram a estabelecer padrões pela explosão do crescimento e renovo espiritual, o que poderosamente desafiou todo o movimento da IEQ. Incluíram Jack Hayford, atual presidente da Quadrangular, em Van Nuys, Califórnia; Roy Hicks Jr. em Eugene, Oregon; Jerry Cook em Gresham, Oregon; Ron Mehl em Beaverton, Oregon; e John Holland em Vancouver, Colômbia Britânica. Estes e outros homens contribuíram para o gigantesco crescimento da IEQ e seu notável despertar espiritual.
Na Convenção de 1987, a IEQ ofereceu tributo ao dr. Rolf McPherson e a sua esposa pelos anos de dedicação e serviço incansável na liderança da igreja. eles estavam deixando a presidência da Quadrangular naquele ano. Em maio de 1988, dr. John R. Holland foi nomeado o novo presidente, o terceiro da história da igreja. Desde então, o rol presidencial teve dr. Harold Helms (interino, Julho/1997 – Julho/1998), dr. Paul Risser (1998 – 2004) e Jack Hayford (2004 – até hoje).
Para onde vai a IEQ daqui para frente? Recentemente, a igreja apóia uma nova visão de expansão e multiplicação. Em 2001, o corpo diretivo aprovou a criação de mais 7 distritos sobre o que era chamado de Distrito Leste. Isso abriu caminho para uma nova visão de expansão que pretende alcançar 50 distritos independentes por todos os EUA. Além disso, três Centros Administrativos de Recursos estão sendo criados em locais estratégicos pela nação. Cada um desses CAR servirão 15-20 distritos e serão dirigidos por um administrador regional, o que trará mais eficiência, qualidade e precisão nos detalhes diários, cuja demanda de serviço atualmente está sobre os escritórios dos distritos, e liberará os supervisores de distritos a um cuidado mais próximo e freqüente para com as igrejas locais. É previsto que a cooperação e os trabalhos interligados conduzirão a uma visão local mais forte. Por sua vez, novas igrejas serão implantadas e a IEQ crescerá pelas comunidades que ainda não foram alcançadas pelo evangelho de Jesus Cristo.**
* Parte das informações deste tópico foram extraídas da obra “The Vine and the Branches: A History of the International Church of the Foursquare Gospel”, por Nathaniel M. Van Cleave, 1992; ** e da publicação Foursquare News Service #95, 16 de Julho de 2001.

História no Brasil




Videio 2016 História da IEQ
NO BRASIL

A Igreja do Evangelho Quadrangular foi fundada na cidade de São João da Boa Vista, estado de São Paulo, em 15 de novembro de 1951, pelo missionário integrante da Foursquare Gospel Church, Harold Edwin Williams, natural de Los Angeles, EUA, o qual teve o auxílio de Jesus Hermírio Vasquez Ramos, natural do Peru.
O fundador
Harold Edwin Williams nasceu no dia 27 de novembro de 1913, em Hollywood, Califórnia, EUA. Faleceu em Los Angeles, no mesmo Estado, no dia 11 de Setembro de 2002. Harold deixou a esposa, Mary Elizabeth Williams, os filhos John Robert, Paul James e Diane Elizabeth e os netos.
Harold e sua família freqüentavam o Angelus Temple, onde aceitou o Senhor e foi batizado nas águas por Aimée Semple McPherson. Neste mesmo templo, conheceu Mary Elizabeth e, em 1939, casou-se com ela.
O verdadeiro chamado de Harold para dedicar a vida em serviço do Senhor veio por meio de uma campanha voltada para jovens, na igreja de Long Beach. Naquele dia, ajoelhado ao lado do piano de cauda, ele entregou sua vida ao ministério de Jesus. Formou-se, então, no Life Bible College em 1942 e assumiu seu primeiro pastorado naquele mesmo ano, na cidade de Arkansas, igreja de Little Rock.
O trabalho de missão no exterior veio no ano de 1945, quando Harold foi nomeado pelo gabinete de missões e enviado à Bolívia. No ano seguinte, foi, enfim, enviado ao Brasil. Chegando aqui, morou na cidade de Poços de Caldas, enquanto aprendia o idioma e ensinava inglês. Viajou para a cidade de São João da Boa Vista em 1950, quando fundou a Igreja do Evangelho Quadrangular com seu templo próprio no ano seguinte, a qual era originalmente denominada Evangélica do Brasil.
A consolidação e o crescimento
De 1952 a 1954 Harold liderou, junto ao missionário Raymond Boatright, um dos maiores movimentos de avivamento que o Brasil já tinha visto, denominado Cruzada Nacional de Evangelização, que teve início na cidade de São Paulo. Harold viera à capital paulista a convite de um pastor da Igreja Presbiteriana do Cambuci. Pouco tempo depois, implantaram uma tenda aberta de lona no mesmo bairro. A partir de então, a idéia da tenda tornou-se uma característica peculiar da IEQ no país. Então, Harold passou pelos bairros da Água Branca e Santa Cecília, sendo este último o local onde foi construído o templo em São Paulo. Ele passou, então, a viajar pelo Estado com a mesma tenda, chamada de “tenda número um”, dando ênfase à cura divina e difundindo o lema “Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e será eternamente”. Enquanto isso, no salão da Santa Cecília, as senhoras da igreja começaram a aprender confeccionar tendas com a ajuda de um irmão que tinha experiência com tendas circenses. Daí por diante, as tendas compradas ou fabricadas na própria igreja saíram peregrinando por lugares como o bairro da Casa Verde, as cidades de Americana, Limeira, Vitória (ES), Curitiba (PR) e vários outros lugares. Numa onda contagiante, o movimento crescia e cada tenda dava origem a um novo núcleo que se transformava numa nova igreja.
Na década de 60, já sob a liderança de George Russell Faulkner, estabeleceu-se a meta de levar a mensagem Quadrangular a cada capital de Estado, sendo futuramente levada aos demais municípios. Por onde as tendas passavam, constituíam uma nova comunidade. Assim, as décadas de 70 e 80 foram marcadas pelo evangelismo dinâmico e pela construção de grandes e belos templos.
Em 1997, a IEQ no Brasil contava com 5.530 templos e obras novas, os quais se dividem em 2.026 templos, 1.778 salões e 1.726 tabernáculos de madeira, além das 4 mil congregações e pontos de pregação que funcionam sob a responsabilidade das igrejas locais. Ao todo, já havia no ministério Quadrangular nacional 2.887 ministros, 1.488 aspirantes e 10.648 obreiros credenciados. Vale ressaltar que, do total de 15.023 membros atuantes no ministério, 5.951 eram mulheres. 38 mil diáconos e diaconisas trabalhavam nas igrejas, que já comportavam um total de, aproximadamente, 1,6 milhão de membros.
A Igreja do Evangelho Quadrangular Internacional, hoje, está presente em 146 países pelo mundo. Desde 1944 o sol brilha ininterruptamente sobre a bandeira Quadrangular, com igrejas em todos os continentes. Só no Brasil, a IEQ já conta com 9 missionários espalhados por sete países.
Preparo ministerial
Para preparar pessoas ao ministério Quadrangular, a igreja criou o Instituto Teológico, com mais de 4,5 mil alunos e 1,2 mil professores, cursos de extensão preparados pela Secretaria de Educação e Cultura, além de diversos livros e publicações cristãs de qualidade, produzidos e distribuídos pela Editora e Publicadora Quadrangular George Russell Faulkner, a editora oficial da denominação no Brasil.
DEPARTAMENTO HISTÓRICO

A IEQ no Brasil tem à sua disposição uma biblioteca histórica, um verdadeiro guia de acesso à história da Igreja do Evangelho Quadrangular no nosso país. Você poderá encontrar neste website tudo sobre o trabalho da instituição e sobre as pessoas que fazem parte do início dessa cruzada. Confira, ainda, estatísticas da igreja, artigos online publicados, além de diversas fotos memoráveis na seção de biografias e da solenidade pelo aniversário da igreja realizado na Assembléia Legislativa de São Paulo.

Os Símbolos da Igreja do Evangelho 
Quadrangular 


Bandeira; Inspirada no peitoral dos sacerdotes de Israel (Êxodo 28:4-28), a bandeira tem quatro faixas: Púrpura (roxo)(azul-claro), ouro (Amarelo) e escarlate (Vermelho). no canto superior esquerdo há um quadrado azul-escuro e ao centro deste, um quadrado branco com uma cruz vermelha, e sobre a cruz azul o numero 4 em Dourado.




                       












domingo, 11 de março de 2012

O que é a oração de salvação?


"O que é a oração de salvação?"

 Muitas pessoas perguntam: "Existe uma oração que eu possa orar para alcançar a minha salvação?" Ao considerar esta pergunta, é importante lembrar-se de que a salvação não é recebida através da repetição de uma oração ou certas palavras. A Bíblia não registra em nenhum lugar uma pessoa recebendo salvação por orar. Fazer uma oração não é o meio bíblico de salvação.

O método bíblico de salvação é acreditar em Jesus. João 3:16 diz: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. Salvação é adquirida através da fé (Efésios 2:8), ao receber Jesus como Salvador (João 1:12) e ao confiar plenamente nEle (João 14:6; Atos 4:12) – não por repetir uma oração.

A mensagem bíblica de salvação é simples, clara e surpreendente ao mesmo tempo. Todos nós temos pecado contra Deus (Romanos 3:23). Não há um sequer que tenha vivido uma vida inteira sem pecar (Eclesiastes 7:20). Por causa de nosso pecado, merecemos o julgamento de Deus (Romanos 6:23), e esse julgamento é a morte física seguida da morte espiritual. Por causa de nosso pecado e seu castigo merecido, não há nada que possamos fazer por conta própria para nos justificar diante de Deus. Como um resultado do Seu amor por nós, Deus tornou-se um ser humano na Pessoa de Jesus Cristo.

Jesus viveu uma vida perfeita e sempre ensinou a verdade. Entretanto, a humanidade rejeitou Jesus e O pôs a morrer na cruz. Jesus morreu em nosso lugar através daquele ato horrível. Jesus levou sobre si o peso e julgamento do pecado, e morreu por nós (2 Coríntios 5:21). Jesus então ressuscitou dos mortos (1 Coríntios 15), provando que Seu pagamento pelo pecado era suficiente, e que Ele tinha vencido o pecado e a morte. Como um resultado do sacrifício de Jesus, Deus nos oferece salvação como um presente. Deus nos convida a transformar nossas mentes sobre Jesus (Atos 17:30), e a recebê-lO como o pagamento completo por nossos pecados (1 João 2:2). Salvação só é alcançada quando recebemos o presente que Deus nos oferece, não por simplesmente fazer uma oração.

Agora, isso não quer dizer que oração não possa fazer parte do processo de receber a salvação. Se você entende o Evangelho, acredita na sua veracidade e aceitou Jesus como o seu Salvador - é bom e apropriado expressar sua fé a Deus em oração. Comunicar-se com Deus através de oração pode ser um meio de progredir de simplesmente aceitar os fatos sobre Jesus como verdadeiros a plenamente confiar em Jesus como o Salvador. A oração pode fazer parte do ato de colocar a sua fé apenas em Jesus para a salvação.

No entanto, é muito importante que você não baseie sua salvação em simplesmente ter feito uma oração. O ato de simplesmente orar não pode salvá-lo! Se você quiser receber a salvação disponível através de Jesus, coloque sua fé nEle. Confie plenamente em Sua morte como o sacrifício suficiente para pagar pelos seus pecados. Dependa dEle completamente como o seu Salvador. Esse é o método bíblico de salvação. Se você recebeu Jesus como seu Salvador, então comunique-se com Deus através de uma oração. Diga a Deus o quão agradecido você é por Jesus. Louve a Deus por Seu amor e sacrifício. Agradeça a Jesus por ter morrido por seus pecados e por ter lhe providenciado a salvação. Essa é a conexão bíblica entre a salvação e a oração!
http://www.gotquestions.org/portugues/oracao-de-salvacao.html

EM QUAL DAS ARVORES VÃO ATIRAR PEDRAS

Em certa época duas árvores, uma frutífera e uma infrutífera estavam ambas belas pelas folhagens e flores que as cobriam, porém os que por ali passavam sempre mencionavam e prestavam maior atenção para a árvore frutífera e isso enciumava a sua companheira, que resolveu ir à desforra, começando assim o dialogo:

"Arvore frutífera dize-me uma coisa, o que resolve essa tua beleza se somente duram até a chegada dos teus frutos, porque assim que eles estiverem maduros atiram-te pedras e te ferem com varas deixando-te arrasada e sem beleza alguma? “Comigo isso não acontece embora eu não produza frutos, mas estou sempre bela”. “Não, árvore infrutífera, eu hoje estou bela e daqui alguns dias mais bela estarei, porque meus frutos estarão maduros, cheirosos e convidativos para que aqueles que por aqui passam me elogiem ao se deliciarem com eles, serei visitada por pássaros que muitas vezes fazem em mim ninhos onde com alegria criam suas proles… É bem verdade que por causa de meus frutos recebo pedradas e varadas que me ferem e assim fico sem aparência, porém nunca conseguem tirar o meu valor, porque provo a minha beleza não pela aparência de folhas e flores que a seu tempo serão levadas pelo vento, mas com meus frutos maravilhosos que saciam a fome das aves e dos viajantes que por aqui passam”. “Tu dizes ó árvore frutífera, que os pássaros constroem em ti seus ninhos, mas em mim existem muito mais ninhos de aves do que em ti porque em mim eles se sentem mais seguros, porque não estou sujeita as varadas e pedradas como tu, o que tens a me dizer agora”? “Digo-te ó árvore infrutífera, que aquelas aves que se refugiam e constroem em seu aconchego seus ninhos dependesse de teus frutos para alimentarem suas proles essas morreriam de fome pois tu não tens frutos algum, mas somente beleza passageira e segurança ilusória. Elas fazem em ti seus ninhos é verdade, mas buscam dos meus frutos para alimentarem seus filhinhos. “Tua beleza não passa de vaidades sem nenhum valor, são folhas e flores que nada produzem”. “Tens razão árvore frutífera, tua beleza realça muito, muito mais quando és agredida, porque isso prova que tu saciaste e sacias a fome daqueles que em ti se refugiam. A minha beleza é mesmo passageira, não passa de um sonho sem nada de realidade. Assim “terminou a palestra imaginária entre as duas arvores”. Ninguém, nem os combatentes do passado puderam e nem os do presente poderão negar os frutos da Boa Árvore. Não se atiram pedras em árvore que não tem frutos.

domingo, 4 de setembro de 2011

ARAMAICO

Alguém perguntou se o aramaico que reproduzo utiliza a letra do hebraico bíblico. A resposta é sim e isto é a prática comum dos biblistas para reproduzir o aramaico antigo, diferente do moderno. Há diversas maneiras de escrever o alfabeto aramaico, como é o caso de outras línguas também. A língua aramaica, dos antigos assírios, se deriva dos fenícios. O alfabeto dos fenícios era assim:
O aramaico antigo era assim:
Veja uma comparação com os alfabetos de outras línguas antigas:
Enfim, os estudiosos da Bíblia geralmente usam o mesmo alfabeto do hebraico para escrever em aramaico.



Apóstolo Pedro: O Sermão que Ganhou Três Mil Almas

O Sermão de Pedro no Dia de Pentecostes (At 2.14 -36, 38b, 39)

VARÕES judeus e todos os que habitais em Jerusalém, seja-vos isto notório, e escutai as minhas palavras. Estes homens não estão embriagados, como vós pensais, sen­do esta a terceira hora do dia. Mas isto é o que foi dito pelo profeta Joel:
E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne; e os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, os vossos jovens terão visões, e os vossos velhos sonharão sonhos; e também do meu Espírito derramarei sobre os meus servos e minhas servas, naqueles dias, e profetiza­rão; e farei aparecer prodígios em cima no céu e sinais em baixo na terra: sangue, fogo e vapor de fumaça. O sol se converterá em trevas, e a lua, em sangue, antes de chegar o grande e glorioso Dia do Senhor; e acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo.
Varão israelita escute estas palavras: O Jesus Nazareno, varão aprovado por Deus entre vós com maravilhas, prodígios e sinais, que Deus por ele fez no meio de vós, como vós mesmos bem sabeis; a este que vos foi entregue pelo determinado conselho e presciência de Deus, tomando-o vós, o crucificastes e matastes pelas mãos de injustos; ao qual Deus ressuscitou, soltas as ânsias da morte, pois não era possível que fosse retido por ela. Porque dele disse Davi:
Sempre via diante de mim o Senhor, porque está à minha direita, para que eu não seja comovido. Por isso, se alegrou o meu coração, e a minha língua exultou; e ainda a minha carne há de repousar em esperança. Pois não deixarás a minha alma no Hades, nem permitirás que o teu Santo veja a corrupção. Fizeste-me conhecidos os caminhos da vida; com a tua face me encherás de júbilo.
Varões irmãos seja-me lícito dizer-vos livremente acerca do patri­arca Davi que ele morreu e foi sepultado, e entre nós está até hoje a sua sepultura. Sendo, pois, ele profeta e sabendo que Deus lhe havia prometido com juramento que do fruto de seus lombos, segundo a carne, levantaria o Cristo, para assentá-lo sobre o seu trono, nesta previsão, disse da ressurreição de Cristo, que a sua alma não foi dei­xada no Hades, nem a sua carne viu a corrupção. Deus ressuscitou a este Jesus, do que todos nós somos testemunhas. De sorte que, exal­tado pela destra de Deus e tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vós agora vedes e ouvis. Porque Davi não subiu aos céus, mas ele próprio diz:
Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita, até que ponha os teus inimigos por escabelo de teus pés.
Saiba, pois, com certeza, toda a casa de Israel que a esse Jesus, a quem vós crucificastes Deus o fez Senhor e Cristo.
Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para perdão dos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo. Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos e a todos os que estão longe: a tantos quantos Deus, nosso Senhor, cha­mar.


Batismo com o Espírito santo

“E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito Santo.” (Efésios 5.18)

Falar sobre enchimento com o Espírito Santo é algo tão importante que deve nos remeter sempre à prática. Vimos sempre, nos dias de hoje, vertentes diferentes: uns amam a manifestação desta presença e outros a ignoram, dizendo que o tempo já passou, que toda aquela manifestação era somente naquela época dos Apóstolos.
Quando olhamos para a vida de nossos irmãos da chamada igreja primitiva, percebemos que eles andavam debaixo de um derramar do Espírito Santo tão poderoso, e viviam esse “enchimento” plenamente e sempre desejando isso também para aqueles que iam sendo acrescentados à fé cristã. Tanto que a primeira preocupação dos Apóstolos, quando sabiam que alguém ou alguma cidade havia recebido a Cristo, era a de ir até lá e impor as mãos sobre essas pessoas para que “recebessem” o Espírito Santo.
Pois bem. Quero, a nível de explicação, dizer que existem experiências diferentes com o Espírito Santo. Em primeiro lugar, toda pessoa que nasceu de novo, que se converteu, tem o Espírito Santo habitando em si, segundo a promessa que o próprio Deus havia feito no Antigo Testamento, que dizia que nos daria um espírito novo e colocaria dentro de nós o Seu Espírito.
Mas existe uma experiência posterior à essa de ter o Espírito Santo habitando em nós. Tal experiencia é a que conhecemos comumente como o Batismo com o Espírito Santo.

Em Atos 2 vimos o derramamento inicial do Espírito Santo sobre a vida daqueles 120 irmãos que estavam reunidos obedecendo à Palavra de Jesus. Eles estavam aguardando tal promessa. Quando de repente veio um som como de um vento impetuoso e encheu o lugar onde estavam reunidos e apareceram entre eles línguas como que de fogo e pousou sobre cada um deles. “Todos” foram cheios do Espírito Santo e passaram a “Falar em Outras Línguas”. Uau!!! Que experiencia poderosa e que evidência um tanto quanto diferente do que eles haviam experimentado até ali: eles falaram em outras línguas. Foram cheios a ponto de outras pessoas julgarem que eles haviam bebido e ficado bêbados.
Após essa experiência marcante para a Igreja, continuamos a ver essas manifestações de enchimento do Espírito Santo pelo livro de Atos.
No capítulo 10, vimos Pedro indo pregar na casa de Cornélio. Este, reuniu seus familiares e amigos porque o Senhor havia dito em visão que Pedro iria lhes dizer as Palavras com as quais eles seriam salvos. Todos reunidos na casa de Cornélio, bem atentos ao que estava saindo dos lábios de Pedro. Palavras simples, porém profundas a respeito da obra de Jesus. Quando de repente, a Palavra diz, “caiu” o Espírito Santo sobre todos eles. As pessoas que estavam acompanhando Pedro naquela visita marcante ficaram atônitas com o que viram. Não ficaram pasmos porque não conheciam o Espírito Santo, mas sim porque os gentios haviam recebido. Qual foi o sinal que os fez ter essa convicção de que os da casa de Cornélio haviam de fato recebido o Espírito Santo? Eles o ouviam falando em “outras línguas” e engrandecendo a Deus! Aleluia! Que experiência maravilhosa!

Em Atos 19 também vimos os crentes de Éfeso sendo cheios. O Apóstolo, quando soube que eles haviam recebido a Cristo, perguntou se eles conheciam o Espírito Santo. A resposta foi surpreendente: “Nós nem sabemos que existe o Espírito Santo”! Mas, sem incômodo algum, impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo e falavam em línguas e até profetizavam. Ao todo, estes eram uns 12 homens, que certamente espalharam essa dádiva para os outros crisãos de Éfeso!
Isso estava disponível para nossos irmãos da Igreja primitiva e também está disponível pra nós, hoje. Desde Atos 2, o Espírito Santo desceu sobre a terra e começou a fazer a Sua obra. Ele está se movendo na terra, hoje. E você pode ser cheio dEle sim. Essa experiência é para você sim! O próprio Jesus disse que aquele que crê, falará em noutras línguas. Ser cheio do Espírito Santo é uma chave para muitas situações que você viverá. Se aproprie do que Cristo te prometeu e viva uma vida na dimensão do Espírito, sendo cheio por Ele continuamente! Creia, isso é possível!

Leandro Almeida

http://prleandroalmeida.wordpress.com/2011/07/07/preciso-falar-em-outras-linguas/